Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, em janeiro passaram pelo pronto-socorro adulto e infantil 16.700 pacientes. Na gestão anterior, no mês de maior movimento, o número não chegou a dez mil pacientes/mês.Neste mês, até o último dia 12, os registros apontavam o atendimento de 6.680 pacientes, o que demonstra que a demanda só tende a aumentar.
Segundo a secretária de Saúde, Conceição Madeira, o número de pacientes tem aumentado, mas os recursos que a cidade recebe para o custeio do sistema continua o mesmo de quatro anos atrás. Não chega a cinco milhões de reais.
Os últimos números aferidos pela direção do Hospital Municipal atestam que 50% dos pacientes internados ali são de outras cidades, algumas sem nenhum tipo de pactuação com o município. Isso quer dizer que o imperatrizense termina bancando, sem retorno algum, o tratamento médico deles.
Entre os 400 pacientes internados no Hospital Municipal entre os dias 22 e 28 de fevereiro, os registros mostram gente até com endereço em Brasília (DF) e Juazeiro (CE). Também já houve registros de pacientes vindos de Belém (PA) e do distante Estado de Roraima.
Os diretores do hospital atribuem o aumento da demanda à crise no atendimento da atenção básica na rede de saúde da maioria dos municípios da região.
“É mais fácil investir na compra de uma ambulância e mandar todo tipo de procedimento para Imperatriz do que na contratação de médicos e na manutenção de unidades de saúde”, assinalou o diretor geral do municipal, Alison Mota.
Atendimento melhorou - Mesmo com os eventuais problemas, o atendimento no municipal melhorou. “É certo que às vezes o que ganha destaque na mídia são somente os casos de alguém que, por um ou outro motivo, ficou insatisfeito, mas o número de satisfeitos é infinitamente maior do que o contrário”, garante o diretor Alison Mota.
Unidades Mistas - Para diminuir a pressão no Hospital Municipal, a Secretaria de Saúde iniciou o processo de transformação de algumas unidades de saúde em Unidades Mistas. É o caso do Posto de Saúde Milton Lopes, Nova Imperatriz e da Vila Cafeteira. Nessas unidades, é possível a realização de procedimentos que em regra, na maioria das vezes, são levados para o Municipal.
O diretor geral do hospital assinala que essa medida adotada pela Secretaria de Saúde é importante porque os casos de uma dor de cabeça, uma crise de pressão e até pequenas suturas não haverá mais a necessidade do deslocamento até o hospital. (Comunicação)
“A estrutura é bem melhor do que antes”, assinala Conceição Madeira
Para a secretária de Saúde, Conceição Madeira, apesar dos problemas ainda a serem enfrentados, a estrutura do Hospital Municipal está bem melhor do que antes. “Basta comparar”, sentencia.
Não têm sido poucos os investimentos, conforme a secretaria, feitos no Hospital Municipal, incluindo a unidade infantil, na gestão do prefeito Sebastião Madeira. Conceição assinala pelo menos 92 ações realizadas até agora para melhorar o atendimento e prestar um bom serviço. “Mesmo assim, ainda temos muitos problemas”, assume a secretária.
Foram introduzidas na estrutura do hospital melhorias que garantem ao paciente um maior conforto, antes e depois de ser atendido.
“Na nossa gestão já implantamos duas enfermarias especiais totalmente climatizadas. Uma, em parceria com a iniciativa privada, foi a clinica urológica que proporciona maior comodidade aos pacientes urológicos, geralmente idosos. A outra é destinada aos pacientes com HIV, que passaram a ter um tratamento mais humanizado”, informa Conceição Madeira.
Uma medida importante foi a implantação, com recursos do Ministério da Saúde, de sete UTIs (Infantil). Ainda restam três para completar o número exigido pelo Ministério Público e ainda a instalação de mais dez adultas que ainda não foram montadas por problemas de ordem técnica e que “estamos em vias de superar”, destaca Conceição.
A secretária de Saúde é categórica ao afirmar que “tivemos significativos avanços, quanti e qualitativamente, tanto do Hospital Municipal quanto na rede de saúde pública de Imperatriz. No caso do Hospital, é só comparar como era antes e o que é agora. O Hospital Municipal é a vitrine, mas melhoramos também o atendimento nos postos de saúde. “Agora mesmo estamos equipando todos eles”, informou.
Para Conceição Madeira, o grande problema da saúde pública, aqui e em qualquer outra cidade do Brasil, como mostrou recentemente o Globo Repórter, é o custeio. Segundo ela, se fosse só para atender aos pacientes da cidade, não haveria tantos problemas; a questão é que há tempos a saúde de Imperatriz deixou de ser municipal para ser regional.
Pressão – Munida de um amplo relatório, a secretária informou das gestões feitas por ela e pelo prefeito Madeira perante o Governo do Estado e o próprio Ministério da Saúde para aumentar os recursos da saúde. Na sexta-feira (15), informa ela, o prefeito voltou a sentar com o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.
“Em nível de Estado, pelo menos retomamos o assento da Comissão Intergestores Bipartite e, com isso, nossas reivindicações ganharam mais força. Espero que em breve surjam os resultados”.
Raio X - O Hospital Municipal de Imperatriz conta com cerca 320 leitos, incluindo os da unidade infantil, os das UTIs; o da sala de observação e as duas enfermarias climatizadas.
Possui todas as clínicas médicas, laboratório e ainda um centro de imagem onde são realizadas tomografias, Ultrassonografia e Raio X. (Comunicação)
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