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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Secretaria de Segurança já tem imagem e nome de assassino de Décio Sá





A Secretaria de Segurança já tem o nome do principal suspeito do assassinato do jornalista e blogueiro Décio Sá, executado com seis tiros de pistola ponto 40, anteontem, à noite, no bar Estrela do Mar, na Avenida Litorânea. Desde o final da tarde passada, uma verdadeira caça está sendo empreendida ao suspeito.
Jornalista e blogueiro Décio Sá
A polícia chegou ao suspeito depois de conseguir imagens do circuito externo de um prédio localizado no Calhau, onde ficou estacionado o veículo que resgatou o executor logo depois que ele abandonou a moto usada no crime. As imagens levaram à foto de uma determinada pessoa que foi reconhecida por testemunhas com quase 90% de certeza.
Depois do morro – Depois de assassinar Décio Sá, o executor pegou a moto do outro lado da pista, em frente ao Estrela do Mar (bar conjugado com o Alternativa Beach) e foi deixado pelo executor antes do radar da Litorânea, para despistar a Polícia, que, baseada nas informações colhidas no local, diligenciaria à procura de duas pessoas numa moto.
Ao deixar a moto, o executor subiu um morro, passou por um grupo de evangélicos, deixou cair o carregador da pistola, e pegou o veículo que estava parado em frente a um edifício residencial, com circuitos interno e externo de câmeras. Essas imagens foram repassadas à polícia, que, a partir delas, chegou à foto do suspeito e levou para reconhecimento.
Uma fonte da Secretaria de Segurança garantiu ao Jornal Pequeno, ontem, à noite, que o suspeito número 1 foi reconhecido através da foto com quase 90% de certeza. E que a polícia já estava diligenciando no sentido de capturar o suspeito. Até o fechamento desta edição as buscas não haviam obtido sucesso

Mortes de jornalistas continuam impunes

Donizetti Adauto. Foto: 180graus

Donizetti Adauto. Foto: 180graus
A morte de jornalistas e radialistas causa espanto, indignação, mas na maioria dos casos esão fadadas à impunidade. Não é de hoje que os profissioanis da imprensa são silenciados por pistoleiros a mando de “figurões” ameaçados por suas acusações.
A execucação do jornalista e blogueiro Décio Sá, ocorrida em um restaurante, na noite desta segunda-feira (23) na Avenida Litorânea, apenas demonstra a fragilidade da vida desses profissioanais, desprotegidos e expostos por suas declarações e reportagens.
É mais um numa lista extensa. Em 1998, o jornalista maranhense Donizetti Adauto foi morto em Teresina, por pistoleiros contratados por seu ex-amigo Djalma Marques. O crime teve motivação política, e até hoje, embora as investigações tenham apontado a autoria do crime, o julgamento não aconteceu.
Enquanto isso, o mandante Djalma trabalha como professor no curso de direito da Universidade Federal do Piauí. A polícia concluiu o inquérito há anos, mas “manobras jurídicas” impedem o julgamento dos responsáveis pela morte do jornalista, que já tinha sido expulso do Maranhão por causa de suas matérias investigativas que apontavam negociatas e corrupção nas diferentes esferas do poder. O assassinato teve grande repercussão nacional. Mas continua impune.
Jorge Vieira. Foto: Folha Maranhão
Jorge Vieira. Foto: Folha Maranhão
Em 2001, foi a vez do radialista Jorge Vieira, ser morto na cidade de Timom. Ele tinha um programa na Rádio Tropical, atual CBN, em Teresina. O programa “Fala Timon”, fazia duras críticas à gestão do então prefeito Chico Leitoa. No dia 30 de março de 2001, depois de encerrar o programa, o radialista se dirigiu para Timon. Ao chegar em casa, antes de entrar, foi pego de emboscada e alvejado a trios. Três homens estavam num carro à sua espera. Foram três tiros sem chance de defesa.
Os tiros atingiram o peito, o braço direito e a região o pescoço. O radialista agonizou sete dias no hospital São Marcos em Teresina, vindo a falecer. Na época, o Sindicato dos Radialistas do Piauí fez diversas manifestações de protesto.A Polícia investigou e dividiu o crime em três etapas: planejamento, co-autoria e autoria. Foram indiciadas sete pessoas.
O Ministério Público acolheu o relatório do delegado e denunciou os sete à Justiça. Entre os denunciados estão a então: a ex-primeira dama do município, esposa do então prefeito Chico Leitoa, o secretário municipal de Administração e Finanças, a governanta da casa do prefeito e uma funcionária pública municipal. Todos como planejadores. Além desses, mais três, como autor e co-autores.Jorge Vieira hoje dá nome à penitenciária de Timon, e apesar da imensa repercussão nacional, até agora ninguém foi penalizado pela morte do radialista.
Tim Lopes. Foto: O Globo
Tim Lopes. Foto: O Globo
Tim Lopes foi assassinado por traficantes no Rio de Janeiro. Foto: Rede GloboEm 2002, o jornalista Tim Lopes foi assassinado por traficantes do Rio de Janeiro enquanto apurava denúncias de exploração sexual e consumo de drogas por menores nos famosos bailes funk.A repercussão do caso tomou proporções gigantes. Especialmente por Tim ser um repórter da Rede Globo, que fez uso de toda a sua influência para pressionar as autoridades e coloborar com as investigações. Várias equipes de reportagens foram colocadas à serviço de matérias investigativas, que levaram ao mandante e executores do jornalista. Os que não foram mortos, foram julgados e condenados.
E o caso de Décio não pode ser apenas mais um. Ele era funcionário do Sistema Mirante de Comiunicação. A empresa precisa usar de sua influência e pressionar as autoridades, além de colaborar nas investigações e repercutir o caso, para que não caia no esquecimento. Os jornalistas precisam se unir e levantar a bandeira de Décio Sá, que entre outras coisas, combatia a impunidade em casos de crime dessa natureza.Décio Sá foi executado num restaurante na Litorânea.
Décio Sá.
Décio Sá.
A sociedade e a classe de jornalistas não pode perder a capacidade de se indignar e de lutar contra absurdos dessa natureza. Chega de impunidade. Chega de tentar calar a voz da imprensa. Chega de crimes de pistolagem. Vamos dar um basta, e que a morte de Décio seja um divisor de águas na triste história da impunidade dos crimes de encomenda no Maranhão.
Fonte: Luis Cardoso.

A luz da imprensa nunca se apaga…

É estarrecedor que alguém, por mais raiva que tenha de outra pessoa, seja capaz de conseguir planejar e executar a morte desta pessoa com tanta frieza.

Não é um ser humano alguém que arquiteta com tanto detalhamento o assassinato de alguém que o contrariou.
Como pode alguém sentar com matadores, negociar preço de uma vida e ainda dormir o “sono dos justos?”.
O assassinato de Décio Sá é um destes crimes programados por animais como estes.
Alguém que, além de calar a voz de um dos mais brilhantes jornalistas de sua geração, também quis mandar um recado à sociedade.
Os assassinos – mentores e executores – quiseram dizer à sociedade: estado, segurança, jornalistas, advogados e famílias, que se acham acima do bem e do mal.
O executor, de cara limpa, debochou de todo o Maranhão. Deixou o local do crime como uma espécie de semi-deus, com poderes para decidir sobre a vida e a morte.
Calaram Décio Sá, mas não calaram a imprensa. Mataram, mas não extinguiram a Justiça.
Espera-se respostas imediatas, sob pena de se jogar o estado no ambiente de barbárie.
Basta!!!
Marcos D’Eça

Muito mais que “um rapaz latino-americano”…

Por Fábio Câmara
Esses versos cantados por Belchior foram usados pelo meu amigo, irmão e compadre, DÉCIO SÁ, para descreverem de modo bastante resumido o seu próprio perfil no blog mais acessado do maranhão.
O nosso Estado e a nossa Cidade se habituou a ver as BOMBÁSTICAS NOTÍCIAS e as contundentes revelações que, diariamente eram apresentadas com profissionalismo, fundamentação e coragem por ele que foi, seguramente, o melhor e o maior repórter investigativo maranhense – DÉCIO SÁ.
O nosso Maranhão e a nossa São Luís amanheceram hoje, um pouco mais desprovidos de visão e de voz.
Na noite de anteontem – 23 de abril, PISTOLEIROS FRIOS E CRUÉIS, calaram uma voz que sempre bradou em nome da verdade e da justiça; EXCUTORES E MANDANTES COVARDES fizeram fechar os olhos de quem enxergava, como ninguém, o que alguém de conduta escusa se esforçava para manter longe das vistas de quase todos.
MATARAM DÉCIO SÁ! PORÉM, JAMAIS FINALIZARÃO A SUA LUTA!
Escrever essas palavras nessa manhã está sendo extremamente difícil para mim. Décio era muito mais que um amigo. Décio foi um irmão que eu perdi e a dor da perda é muito grande.
Eram 22:22h. quando o meu telefone tocou. Era meu compadre Décio me convidando para comermos juntos uma caranguejada na Litorânea. Prontamente aceitei e fui vestir-me para, em seguida, ir ao seu encontro.
Poucos minutos após, um amigo comum me liga dizendo que algo estranho havia acontecido. Enquanto esse amigo comum falava com Décio ao celular, alguns estampidos foram ouvidos e a ligação cessou. A retomada do contato não se restabeleceu e, daí em diante, um temor do pior e uma tristeza motivada pelo medo do pior se apossou de mim.
E foi com profundo pesar que rumei o mais rápido possível para a Litorânea para ali encontrar o meu irmão morto.
ASSASSINADO num crime de encomenda, Décio foi vítima de uma realidade que ele mesmo combatia no exercício corajoso da profissão abraçada com paixão.
Uma esposa grávida e uma filha pequena constituem a 1ª família diretamente afetada. Uma 2ª família, porém, foi diretamente ferida de morte.
Toda a livre imprensa maranhense e ludovicense estão hoje de luto e sob ameaça. A segurança institucional do nosso Estado precisa dar uma resposta imediata e contundente a essa prática tão retrógrada quanto execrável.
A coragem de Décio precisa encontrar eco na nossa sociedade e se multiplicar.
Toda a nossa população; toda a imprensa maranhense e todas as autoridades constituídas precisam se irmanar somando esforços para chegarmos aos mandantes e aos executores desse crime bárbaro.
VAMOS USAR O PRÓPRIO BLOG DO DÉCIO E TODOS OS BLOGS DO ESTADO PARA COBRARMOS OS RESULTADOS NECESSÁRIOS.
VÁ EM PAZ, DÉCIO SÁ, MEU IRMÃO! NÓS, POR AQUI, CONTINUAREMOS A SUA GUERRA…

Disque-denúncia oferece R$ 100 mil para elucidar morte de Décio Sá

Foto: Reprodução de InternetCem mil reais. Este é o valor oferecido para quem der pistas ao Disque-Denúncia do Maranhão sobre o assassinato do jornalista Décio Sá, morto a tiros na noite desta segunda-feira em um bar em São Luís, no Maranhão. O corpo do jornalista foi sepultado no final desta tarde no cemitério Jardim da Paz, em São José de Ribamar.
Segundo informou a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a quantia foi doada por uma dupla de empresários que preferem não ter suas identidades reveladas. O órgão revelou também, na manhã desta terça, em entrevista ao site da revista Veja, que acredita na hipótese de o crime ter sido encomendado. "Décio era muito combativo e ganhou inimigos durante a carreira", disse o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes.
Outra medida em curso para elucidar o crime é a confecção do retrato-falado do atirador para ser posto de frente com as pessoas que testemunharam o assassinato.
Décio era repórter de política do jornal "O Estado do Maranhão" e dono de um dos blogs mais acessados sobre o tema, onde fazia denúncias contra autoridades públicas.
Quem tiver informações que ajudem a polícia no esclarecimento da morte do jornalista, ligue para os números do Disque-Denúncia: (98) 3223 5800 – capital (MA) e 0300 313 5800 – interior (MA), ou ainda 0300 253 1177 – custo de uma ligação local para todo o Brasil.
O serviço garante o total anonimato no momento da ligação e o funcionamento 24 horas. Ajude a polícia esclarecer este caso. Ligue e denuncie, o anonimato é garantido.

Dois homens foram presos e encaminhados agora a pouco para a SEIC. Segundo informações, eles portavam uma pistola P.40 (modelo igual ao usado na execução do jornalista Décio Sá, na noite desta segunda-feira, na Avenida Litorânea). Com eles a polícia encontrou dinheiro.

A polícia investiga se existe relação dessas pessoas com o assassinato do jornalista que chocou o país pela brutalidade e violência. Décio foi executado com seis tiros de pistola em um restaurante na orla da capital. Ele tinha 42 anos e deixou uma filha de oito anos e a mulher grávida de dois meses.
Fonte: Blog Luis Cardoso

Luto também em Açailândia pela morte do Jornalista Décio Sá.

decio2
Hoje, excepcionalmente, o programa Rádio Cidadão, da Rádio Clube Fm de Açailândia, apresentado por este blogueiro das 12 às 14 horas, não será levado ao Ar em protesto pelo brutal assassinato do jornalista de São Luis Décio Sá.
O silêncio foi a única forma encontrada para protestar contra esse atentado á liberdade de expressão e a defesa da verdade.
Décio foi morto com 6 tiros, 4 atingiram a sua cabeça e garganta e outros dois as suas costelas...
Décio Sá foi o maior jornalista investigativo da atualidade no Estado do Maranhão; e o DNA e a impressão digital que culminou com sua morte estão nas suas próprias escritas.
Uma possível falta da resposta das nossas autoridades para esse crime é dizer para os assassinos que matar jornalistas é muito simples.

Jornallismo do Maranhão de Luto

NOTA DE PESAR
O presidente em exercício do Tribunal Regional do Trabalho do Maranhão, desembargador Alcebíades Tavares Dantas, lamenta profundamente o brutal e covarde assassinato do jornalista Décio Sá, ocorrido na noite dessa segunda-feira (23), na Avenida Litorânea, em São Luís (MA). O tribunal presta condolências e solidariedade aos familiares, amigos do jornalista e, sobretudo, à imprensa. A morte de Décio Sá deixa uma grande lacuna no jornalismo brasileiro, em especial ao do Maranhão, o que é motivo de pesar para toda a sociedade.
É inconcebível que no Brasil, um estado democrático de direito, crimes dessa natureza continuem a ocorrer. É lamentável que o homem, no seu processo contínuo de evolução, ainda tenha atitudes de tamanha selvageria, sem o mínimo respeito ao direito à vida. Confiamos nas autoridades policiais para elucidação desse crime e nos julgamentos a que serão submetidos os responsáveis.

A imprensa está de luto!

A impressão digital do assassinato de Décio de Sá está no seu próprio blog…
A polícia maranhense poderá encontrar no próprio Blog do Décio a resposta para o covarde assassinato do jornalista.
Os textos, os comentários, tudo deve servir como pista para a elucidação do crime, que traz de volta ao Maranhão a pistolagem e o assassinato de encomenda.
Décio Sá foi executado ontem à noite, quando lanchava em uma das barracas da Avenida Litorânea. Os assassinos profissionais, em uma moto, dispararam seis tiros à queima roupa.
Pistolagem, corrupção, crimes de encomenda, tráfico de drogas e desvios de dinheiro público eram apenas alguns dos crimes denunciados por Décio em seu blog.
E não adianta seguir o óbvio das postagens recentes. É preciso ver também denúncias antigas, com suas respectivas ameaças em comentários.
A arma também é uma pista. Uma “Ponto 40″, de uso privativo das forças de Segurança.
A polícia precisa investigar cada uma das denúncias, conversar com a esposa, amigos, analisar os telefones e mensagens do jornalista.
Por que o crime é uma afronta não só à imprensa.
Mas à democracia e à toda a sociedade maranhense…
Marcos D’Eça.

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